O Gato anda com muito trabalho devido à nova coleção inverno 2008, já apresentada em inúmeros eventos brasilis e mundiais. São tantas as pressões, os pedidos e as demandas que ele já não tem tempo de postar seu patchwork litero-visual. Por isso fica por aqui e posta as palavras capitais da renomadíssima crítica de moda Luciana Penna para o hebdomadário Cat Hoy :
"A coleção do Gato para este inverno é fantástica. Despojadíssima, alémdo bom humor que é sua marca registrada. O conceito é o da roupa reciclável, reutilizada até o esgarçamento, com toques lúdicos e infantis. O Gato propõe uma verdadeira Never Land, em que o estilo mendicante se casa com a fantasia de toda mulher de ser uma princesinha que nunca cresce. As modelos roliças endossam o partido escolhido pela estilista. Com a temática dos Três Porquinhos Gato traz à moda quilos a mais, maior calor e responsabilidade social."
Pantufa sobre puf, uma tendência certa. Observe o charme do moleton velho hering-vintage com uma camisola sobreposta, de flanela, of course.
Uma dica simples é sempre deixar as barras e as meias em alturas desiguais, num descontrutivismo à lá-à lá. As meias devem ser necessariamente de camelô ou as de pacotão das lojas de departamento, leve 5 e pague 4, obviamente já batidas em coopers e invernos anteriores. A proposta é que estejam amareladas, lembre-se: nada de alvejantes neste inverno.
Em detalhe o carro-chefe da coleção: a pantufinha animada para aquecer e alegrar seus dias. Nos dias de chuva envolva em sacos plásticos seus pés. Num toque de gênio o Gato faz uma alusão ao lixão e a reciclagem. Seu leitmotiv se faz presente em cada peça.
Eis o look completo. Não esqueça o casaco de lã já mofado, estenda por 30 minutos ao sol ou ao vento, como preferir, e o vista sem cerimônia. Mantas das Casas Pernambucanas fazem as vezes dos chales do inverno passado.
Nem mesmo seu pet resistirá a essa tendência, ele se sentirá em casa e confortável tanto quanto você.
6.7.08
Gato fashon porc
Postado por luciana miranda penna às 09:33 1 comentários
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30.6.08
Kitty said what? REMIX
Postado por luciana miranda penna às 15:04 0 comentários
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27.6.08
Entrevista com Hermano Penna - 2008
Este é um trabalho escolar da Cecília, minha eterna enteada. Ela e suas colegas Flávia e Lívia foram entrevistar meu pai, o cineasta Hermano Penna, para uma matéria de escola. As moçoilas estão na oitava série do colégio Oswald de Andrade.
Fiquei orgulhosérrima, porque elas gravaram esta entrevista com uma câmereta fotográfica e a editaram sozinhas no windows trá-lá-lá maker. Palmas para elas! A quem possa interessar a amantíssima Cici é a do meio e a que dá o start na entrevista.
Salutar este encontro de gerações no qual ambas são levadas a sério.
Pausa para lágrimas da blogueira.
Gato de ouro para os quatro.
Postado por luciana miranda penna às 12:12 0 comentários
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24.6.08
Autobiografia desautorizada

Vocacionada para Glória
Nasci em 22 de fevereiro de 1647, na cidade Montpelier, no sul da França e batizada Luciana Bourdois Penna. Em minha infância fui considerada uma das meninas mais graciosas de minha estirpe. E, como os Bourdois Penna estavam falidos desde a ascensão da burguesia e decadência da nobreza um casamento de conveniência e nobilíssimo seria a redenção de minha família, reduzida a mim, a meus quatro irmãos menores e a minha mãe viúva. De modo que eu deveria casar-me aos treze anos com um primo, não muito distante, descendente da mais pura linhagem de reis da Bavária e Antuérpia. Entretanto, os laços matrimoniais não foram meu destino, pois já aos nove anos, para desgosto dos meus, minha beleza tornou-se tamanha e para assombro de todos lasciva, o que implicou em minha sodomização reiteradas vezes por meu tio Barão Vanprès Bourdois e conseguintemente pelos seis filhos dele, entre outras desgraças, notícia que logo veio à baila e significou o fim de meu noivado. Tais percalços me deixariam marcas que só puderam ser expiadas e purificadas pelas mortificações e êxtases que eu levaria a cabo, sobretudo, no convento Palay Lemonial, onde fui enclausurada. Ao ingressar na vida religiosa aos quinze anos fui de chofre detratada por minhas irmãs, que sabiam apenas da face obscura de minha vida pregressa, mas não de toda sorte de esforços que eu já havia feito no caminho da ascese de minha alma. Desde os dez anos, minha mãe impunha-me as mais abjetas comiserações para que me salvasse. Como ser forçada a comer as fezes do seu irmão mais novo, doente de um mal jamais descoberto, mas do qual foi salvo. Tanto que aos doze anos já era procurada por toda sorte de disentéricos em busca da cura de seus males. Além de sorver seus fluidos, mais ou menos espessos, também me alimentava de seus vômitos, que ao serem ingeridos me traziam visões de Cristo. O que era sacrifício passou a missão. No convento, apesar de inicialmente rejeitada, meus esforços de purificação no sentido de extermínio de meu corpo foram logo reconhecidos, emporcalhava-me o quanto mais fosse possível, dormia sobre uma cama de esterco e amarrada com crina de cavalo, o que me ulcerava o corpo. Aberta em chagas e sem poder sequer locomover-me experimentei um de meus últimos êxtases místicos ao sorver o pus do seio canceroso de uma de minhas irmãs. Morri aos dezessete anos. Três anos mais tarde, em 1667, fui canonizada pela Santa Igreja.
Postado por luciana miranda penna às 13:39 1 comentários
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Jardineiro da Arte - André Feliciano
Estão acontecendo zil eventos imperdíveis. Este é um deles. Além do mais, soma-se a ele, um picolo lançamento no mesmo dia e local do livro TE PEGO LÁ FORA, do Rodrigo Ciríaco
Postado por luciana miranda penna às 13:25 0 comentários
Marcadores: gato convida
23.6.08
O verão do Chibo

Vale prestigiar o primeiro livro de ambos e à quatro mãos. Segundo Emilinho "É a história de um narrador confuso numa plantação de milho onde vivem homens barbudos de galochas, procissões
de formigas suspeitas e besouros de personalidade forte."
Postado por luciana miranda penna às 06:54 2 comentários
Marcadores: gato convida
19.6.08
News -TV



Há jornais de todo tipo, mas todos falam o mesmo, a mesma língua, com mais ou menos recursos, mas é o teatrão de sempre. Seja marrom ou não, todos são sensacionalistas, já que não saem da aba da questão, do flash do momento que não leva a nada. Basta ligar o noticiário e levar chumbo grosso sem sair do lugar. Basta ligar a tevê para ser alvejado. Vendem-se crimes em replay como anúncios das Casas Bahia. Se ligarmos a tevê uma vez ao mês já estamos suficientemente informados. Quem aguenta tanta merda sob a alcunha de notícia?
Postado por luciana miranda penna às 10:58 0 comentários
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18.6.08
Nega Gizza - Prostituta
Mais um clipe de Kátia Lund, com a mais interessante rapper feminina que já ouvi. Um clipe denúncia sem hipocrisia, no fio da navalha, como o anterior.
Todas as loas à diretora e à Nega Gizza.
Ah! Os dois clipes, o do Rappa e o dela, já estão no ar há séculos, mas o espaço do Gato não é novidadeiro, a pauta aqui não segue correntes. Talvez algumas coleiras.
Digamos que os dois clipes fazem parte da faceta "Eu sou neguinha" deste blog. Sem mais.
Postado por luciana miranda penna às 23:12 0 comentários
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Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero)
O Gato ama este clipe do Rappa realizado pela grande Kátia Lund. Um clássico do ponto de vista felino.
Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero)
O Rappa
Composição: Marcelo Yuka
A minha alma
Tá armada e apontada
Para cara do sossego
Pois paz sem voz
Paz sem voz
Não é paz é medo
Medo! Medo! Medo! Medo!...
As vezes eu falo com a vida
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz
Que eu não quero conservar
Prá tentar ser feliz?"...
A minha alma
Tá armada e apontada
Para cara do sossego
Pois paz sem voz
Paz sem voz
Não é paz é medo
Medo! Medo!...
As vezes eu falo com a vida
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz
Que eu não quero conservar
Prá tentar ser feliz?"...
As grades do condomínio
São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa
Prisão...
Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia
De domingo (Domingo!)...
Procurando novas drogas
De aluguel
Neste vídeo coagido
É pela paz
Que eu não quero seguir
Admitido...
As vezes eu falo com a vida
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz
Que eu não quero conservar
Prá tentar ser feliz?"...
As grades do condomínio
São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa
Prisão...
Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia
De domingo (Domingo!)...
Procurando novas drogas
De aluguel
Neste vídeo coagido
É pela paz
Que eu não quero seguir
Admitido...
Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia
De domingo (Domingo!)...
Procurando novas drogas
De aluguel
Neste vídeo coagido
É pela paz
Que eu não quero seguir
Admitido...
É pela paz
Que eu não quero seguir
É pela paz
Que eu não quero seguir
É pela paz
Que eu não quero seguir
Admitido...
Postado por luciana miranda penna às 23:00 0 comentários
Marcadores: gato escuta música, gato navega
14.6.08
Desconhecidos
© Lenise Pinheiro
Fui assistir ontem a peça Desconhecidos, de Dionísio Neto, com o próprio e Simona Queiroz. Direção de Ivan Feijó. Música de Arrigo Barnabé, entre outros créditos mais.
Parece estar tudo lá, o que é hoje e o que já foi, anunciando o que há de vir, feito proclame de uma virada... Há Perpétua (uma de suas primeiras peças e de que mais gosto) na veia, mas há mais. Um Dionísio mais ator, dentro da cena e não a engolindo, menos defendido, mais à mão, melhor. Um Dionísio mais autor, dizendo mais claro a que vem, mas sem concessões. Um Dionísio com mais direção, menos todos os lados. Mais maduro, mais Simona Queiroz - maravilhosa!, mais Ivan Feijó, menos ele e, por isso, mais Dionísio.
Recomendo de todo coração, os meus sete.
Postado por luciana miranda penna às 18:31 0 comentários
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11.6.08
Nina Miranda e Chris Frank
No meio da deprê geral do blog, entre raras excessões, posto o clip acústico de minha talentosissíma prima Nina Miranda. Quem conhece este blog de um tempo já sabe que escrevi sobre ela e sua banda Zeep. Sabe também que não poupo elogios e predicados. Como também já sabe que apresento a parentada toda sem medo de ser feliz, porque eles podem. Eu babo como mera escriba e vamos lá. Minha verve fica romântica quando falo desse som. Se quiser saber um pouco mais releia o que já escrevi. Assino embaixo again e again.
Há também a página no myspace:http://www.myspace.com/zeepband
Postado por luciana miranda penna às 21:35 0 comentários
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